A multa se refere à poluição causada pelo petróleo derramado no mar. Segundo o presidente do Ibama, Curt Trennepohl, a petroleira pode ser multada ainda em mais R$ 10 milhões, caso seja constatado que houve falha no plano de emergência para conter o vazamento.
Segundo ele, o volume de óleo que vazou foi estimado inicialmente em 2,3 mil barris, mas novas avaliações estão sendo feitas.
O secretário do Ambiente do Rio, Carlos Minc, disse que o governo do Estado estuda aplicar multa de até R$ 30 milhões à petroleira Chevron, além de cobrar reparação pelos danos causados com o vazamento.Os custos de reparação, que segundo o secretário poderiam servir, em parte, para compensar pescadores prejudicados, serão pelo menos R$ 10 milhões.
Segundo Minc, em um dos sobrevoos que fez à região, foi possível avistar baleias jubarte nadando a aproximadamente 300 metros da mancha de óleo,"A agressão [ao ecossistema] é obvia. Além disso, as algas e os microorganismos, que são a base de toda a cadeia alimentar, também foram atingidos", acrescentou.
O diretor da ANP (Agência Nacional de Petróleo), Haroldo Lima, chamou a empresa de negligente e acusou a Chevron de omitir informações ao editar vídeos que mostrariam o lugar onde ela opera. “Foram feitos diversos filmes no fundo do oceano e muitos deles não foram passados. Isso significa que foi editado o processo", disse ele.
O diretor criticou ainda a falta de plano para estancar o vazamento. "O plano de abandono não foi posto de maneira efetiva porque estava faltando um equipamento-chave que nós supúnhamos que estivesse aqui no Brasil --ele só chegou hoje e isso atrapalhou o processo e isso merece uma alta infração”, disse.
Lima afirmou ainda que a empresa pode sofrer penas além das multas, como o rebaixamento de sua classificação para funcionar no país e até a proibição de que ela volte a operar no Brasil.
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